23 de jan. de 2012

Carta Aberta ao Presidente do Haiti, Michel Martelly

Sr. Presidente da República do Haiti
Palácio, Campo de Marte - Porto Príncipe (HAITI)
Senhor Presidente,
Fomos informados pela Confederação Sindical Internacional (CSI) e pelas centrais sindicais do Haiti, a Central Autônoma dos Trabalhadores Haitianos (CATH) e Batay Ouvryé (SOTA), da demissão de diversos de seus membros em virtude do exercício de suas atividades sindicais nas zonas francas de Ouanaminthe (SOFEZO-CODEVI) e ONE WORLD APPAREL e GENESIS.
São eles:
-Arnold Bien-Aimé, membro da Comissão Executiva do Sindicato dos operários e empregados das zonas francas de Ouanaminthe e de Dieubenite Dorsainvil (Sofezo-Codevi) ;
-dirigentes sindicais do Comitê Executivo do SOTA : Wilner Eliassaint, Pierre Télémaque, Mitial Rubin, Johnny Joseph, Hilaire Jean Jacques e Claude Brevil .
Essas demissões constituem um desprezo e uma violação do Código de Trabalho do Haiti e das Convenções 87 e 98 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), convenções ratificadas pelo Estado haitiano.
O “Relatório de síntese sobre a conformidade”, elaborado pela Better Work Haiti para a Organização Internacional do Trabalho, publicado em 9 de julho de 2010, já alertava para esse tipo de problema.
O Comitê “Defender o Haiti é Defender a nós mesmos”, do Brasil, apresenta o mais veemente protesto contra essa repressão anti-sindical. E condena esses atos bárbaros num país onde a taxa de desemprego está próxima de 80% da população ativa.
Nós informamos que estamos apelando à solidariedade dos sindicalistas e democratas de nosso país e de companheiros de outros países, para que também protestem contra essas demissões.
Nós lhe pedimos senhor Presidente da República, que tome as providências necessárias para que o direito ao trabalho seja respeitado, em particular nas empresas citadas, a começar pela reintegração desses trabalhadores demitidos.
Receba, senhor Presidente, nossas saudações,
Comitê “Defender o Haiti é Defender a nós mesmos” - Assembléia Legislativa de São Paulo – Brasil
Enviar e-mial para: communications@presidentmartelly.ht

16 de dez. de 2011

Denuncias de abusos cometidos por Tropas Brasileiras no Haiti

COMUNICADO PÚBLICO
Denuncias de abusos cometidos por Tropas Brasileiras no Haiti



Uma nova denúncia contra as tropas da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (MINUSTAH) : violência contra três jovens haitianos em Fort Dimanche, bairro de Porto Principe, capital do Haiti.


Novamente uma triste notícia. Mas desta vez é o Exército Brasileiro que é acusado de maus tratos no Haiti a três jovens: Gilbert Joseph 29 anos, Basile Amos 19 anos e Abel Joseph 20 anos.
Segundo as agências de notícias internacionais foi aberta uma investigação de "denúncia de agressão contra três jovens por um grupo de oito membros da equipe brasileira" .
A denúncia se tornou pública na quarta-feira durante uma entrevista coletiva da Rede Nacional de Defesa dos direitos Humanos (RNDDH). A imprensa haitiana publicou imagens que mostram sinais de ferimentos nos corpos dos jovens que acusam as tropas brasileiras.


Não se trata de uma novidade. O Comitê "Defender o Haiti é Defender a nós Mesmos" já informou diversas vezes o governo brasileiro de inúmeras violações dos direitos humanos e da soberania nacional por parte das forças da MINUSTAH.


Dia após dia são flagrados crimes pelas tropas da ONU comandadas pelo Exército Brasileiro.


Dia após dia as percebemos que as tropas brasileiras não levam ajuda ou paz, mas sim vão lá para serem doutrinadas na tortura e em tantos outros crimes contra o povo do Haiti.


Dia após dia os comandantes do Exército Brasileiro treinam os jovens soldados não na solidariedade, mas na desumanidade. São os manuais dos anos de chumbo da ditadura militar que são aplicados lá, para preparar tropas para agirem no Brasil. O que fazem lá, como os próprios comandantes admitem, é um laboratório de táticas militares para serem aplicadas nos morros e favelas do Brasil.

Nós, do Comitê “Defender o Haiti é Defender a nós Mesmos” fizemos parte da organização, em 5 de novembro de 2011, de um Ato Continental pela Retirada das Tropas da ONU que contou com a presença de 600 pessoas, vindas de 11 Estados brasileiros, e uma mesa formada por participantes de 7 países – EUA, Haiti, Bolívia, Argentina, Uruguai, França e Brasil, na Câmara Municipal de São Paulo. Esse ato reafirmou o compromisso de diversas entidades sindicais, estudantis, populares e políticas com essa bandeira.


Mais uma vez afirmamos: é preciso que isso acabe. Nos dirigimos a presidente da República Dilma Russeff e ao Ministro da Defesa Celso Amorim para exigir: parem com essa vergonhosa ocupação. O Brasil não precisa dessa mancha em sua história. RETIREM IMEDIATAMENTE AS TROPAS BRASILEIRAS DO HAITI.


FOTOS DIVULGADAS PELA IMPRENSA HAITIANA DAS TORTURAS REALIZADAS PELAS TROPAS BRASILEIRAS NOS TRÊS JOVENS HAITIANOS































Exército brasileiro é acusado de maus tratos no Haiti

A Missão das Nações Unidas investiga denúncia de agressão contra três jovens por um grupo de oito membros da equipe brasileira

Agência 247 - 16 de Dezembro de 2011 às 05:44

Uma denúncia de maus tratos por parte de soldados brasileiros fez a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) abrir uma investigação na tarde de ontem. Três jovens teriam sido agredidos por um grupo de oito membros da equipe brasileira no País.

A denúncia se tornou pública na quarta-feira durante uma entrevista coletiva da Rede Nacional de Defesa dos direitos Humanos (RNDDH). A imprensa haitiana publicou imagens que mostram sinais de ferimentos nos corpos das supostas vítimas.

A missão de paz da ONU tem tido dificuldade em controlar os casos de violência no País. Em setembro, a RNDDH afirmou em um relatório que, desde sua chegada ao Haiti em 2004, vários agentes da Minustah estiveram envolvidos em casos de estupro, roubo, assassinato e detenções ilegais e arbitrários. Uma lista de 111 nomes de agentes pertencentes ao contingente de Sri Lanka foi divulgada na época por envolvimento em um caso de abuso e exploração sexual de menores.

8 de dez. de 2011

Resolução Conferencia Caribenha Haiti

CONFERÊNCIA CARIBENHA
“ATUEMOS JUNTOS POR UM HAITI SOBERANO”
FORA MINUSTAH!

Resolução adotada pela Conferência
Vertières (Cap-Haitien), 18 de novembro de 2011


Nós, organizações sindicais, políticas e movimentos populares dos EUA, França e do Caribe, notadamente de Guadalupe, Trinidad e Tobago, Dominica, Martinica e Haiti, bem como representantes da Associação dos Trabalhadores e dos Povos do Caribe (ATPC) e do Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos, nos reunimos em Cap Haitien em 16, 17 e 18 de novembro de 2011, após a instauração, em setembro de 2009, em Porto Príncipe, da Comissão Internacional de Investigação e do Comitê de Acompanhamento , para melhor compreender e lutar contra a ocupação sofrida pelo Haiti há mais de sete anos e buscarmos juntos maneiras de pôr fim a essa ocupação da MINUSTAH e adotar as resoluções apropriadas.

Confira o manifesto completo aqui.

24 de nov. de 2011

CONFERENCIA CARIBENHA DE CAP HAITIEN (HAITI)

CONFERENCIA CARIBENHA DE CAP HAITIEN (HAITI)
"PELA RETIRADA DAS TROPAS DE OCUPAÇÃO DA MINUSTAH"

Em 16, 17 e 18 de novembro aconteceu em Cap Haytien (Haiti) uma Conferência Caribenha para a restauração da soberania do povo haitiano livre da ocupação militar, que, sob cobertura da ONU (MINUSTAH), ocupa há oito anos o país, colocado sob a tutela de um "governo" de fato dirigido por um "pro-cônsul" americano, Bill Clinton, como parte da "missão" para a chamada "reconstrução do Haiti", da qual o povo haitiano não viu e não verá a cor, especialmente o milhão e meio de haitianos que ainda vivem em barracas dois anos após o terremoto que devastou uma grande parte da capital e várias outras cidades.

A escolha da data e local para esta conferência não foi um acaso. Foi em 18 de novembro de 1803, em Vertière, atual território do município de Cap Haitien, que o exército de escravos negros insurgentes impôs a derrota final às tropas francesas de Napoleão, vindas para restaurar a escravidão. Estabeleciam, assim, as bases da primeira república negra.

Reunidos por iniciativa da ATPC (Aliança dos Trabalhadores e dos Povos do Caribe), da CATH (Central Autônoma dos Trabalhadores do Haiti), com o apoio do Acordo Internacional dos Trabalhadores, duas semanas após ter acontecido em São Paulo (Brasil) um Ato Continental sobre o mesmo tema, delegados de vários estados, dirigentes de sindicatos, de associações
populares, estudantes e camponeses haitianos, bem como os delegados estrangeiros de Guadalupe, Martinica, Dominica, França, Estados Unidos, de Trinidad e Tobago... debateram durante estes dois dias e meio as consequências econômicas, sociais, sanitárias e políticas da ocupação.

Eles definiram coletivamente as próximas etapas da mobilização, que deve continuar crescendo até a retirada da Minustah e a recuperação pelo povo de sua plena soberania. Assumiram a resolução principal do Ato de São Paulo de chamar para 1º de junho próximo um dia internacional pela retirada da Minustah e pela soberania do povo haitiano.

Na sexta-feira, 18 de novembro, um feriado nacional no Haiti, os delegados levantaram uma faixa exigindo a saída da MINUSTAH no "Monumento aos Heróis", que celebra a vitória de Vertière, onde se pronunciaria o presidente fantoche Michel Martelli, eleito ao final de
eleições fraudulentas, completamente controladas pelas grandes potências imperialistas para justificar a perpetuação da ocupação.

18 de nov. de 2011

International Conference Launches Campaign to End Military Occupation of Haiti



Por Kim Ives


Em 05 de novembro, cerca de 600 pessoas se reuniram em São Paulo o "Ato Continental para a retirada imediata das tropas da ONU do Haiti", que durou 4 horas.



Delegações do Haiti, Estados Unidos, França, Bolívia, Argentina e Uruguai participaram junto a centenas de sindicalistas, estudantes, ativistas e políticos de todo o Brasil.