Mostrando postagens com marcador Ato Continental. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ato Continental. Mostrar todas as postagens

4 de jun. de 2012

Comité por la retirada de las tropas argentinas y del Comité Solidaridad por Haití


1° de junio 2012: Jornada continental por el retiro inmediato de la Minustah de Haití

Buenos Aires: Delegación al Ministerio de Relaciones Exteriores



La delegación del Comité por la retirada de las tropas argentinas y del Comité Solidaridad por Haití :

Fernando Pita, CTA-capital*; Cecilia Córdoba, Juventud Rebelde-Rebelión*;  Manuel Martínez, Socialismo Libertario*; Ricardo Properzi, PSTU; Ezequiel Slafer; Antoine B. Simounet.     
(* Integra la Articulación de movimientos sociales hacia el ALBA, capitulo Argentina)




Las circunstancias

Toda vez que la Dirección de Ámerica Central, Caribe y México todavía
no había contestado al mail de solicitud de reunión, la delegación nos pidió (a Fernando Pita y a Antoine B. Simounet) de entregar en Mesa de Entrada el mandato adoptado y la Carta Abierta a la Presidenta.
La empleada de la Mesa de Entrada nos mando al 11° piso a la secretaria de la Dirección en cuestión para entregar directamente la documentación.
La secretaria no estaba y luego de un corto momento de espera, Andrea Rosconi - a cargo de la Dirección de América Central, Caribe y México- se presento a la puerta de la oficina y nos recibió.

La entrevista con  Andrea Rosconi, Directora de Ámerica Central, Caribe y México

Andrea Rosconi se presentó. Nos explicó que justo volvía de Haití y que no había recibido el mail de solicitud de reunión.
Le entregamos el Mandato y la Carta Abierta explicándole las reivindicaciones de nuestras organizaciones respecto a la ocupación militar de Haití: el retiro inmediato e unilateral de las tropas argentinas y el respeto de la soberanía del pueblo haitiano.
La Directora nos contestó que los cascos azules no era un tema de su competencia sino de la Dirección de Organizaciones Internacionales  a cargo del Ministro Pablo Tettamanti y nos propuso organizar una reunión con el en su presencia para la semana del 10 de junio; lo cual nos pareció muy positivo, incluso para que toda la delegación pueda participar.
Explic         amos a la Directora el contexto de la jornada continental en este día fecha del octavo aniversario de la ocupación militar de Haití y de la cual participan numerosas organizaciones del movimiento obrero y democrático de todo el continente. Le entregamos el primer boletín del Comité Continental que ilustra la iniciativa.
Hicimos 2 preguntas respecto a la soberanía de Haití:       

1/ “¿Se puede considerar como una medida conforme a la soberanía nacional, la organización de elecciones a la presidencia bajo el control de tropas extranjeras, y que fueron rechazadas por los haitianos incluso con marchas, mientras la Comisión Electoral Provisoria reconocía 76 % de abstención y designaba en un secreto absoluto, sin ningún control, al candidato victorioso Martelly? Como entender que la ONU reconoció el fraude y en el mismo tiempo reconoció a Martelly como Presidente?”


Repuesta: “Es verdad que hubo polémica respecto a esta elección, con el balotaje. Pero lo que más nos interesa es que ahora tenemos a un nuevo Primer Ministro Lamothe que parece preocupado por la integración regional de Haití. Es un gran cambio respecto a su predecesor”

2/ “Que tipo de relación se puede desarrollar con una administración de la cual cada decisión concreta está condicionada a la aprobación de la Comisión interina dirigida por Bill Clinton?”

Repuesta: “Esta comisión estuvo muy criticada, y es una razón por la cual estuvo disuelta el 12 de marzo pasado. Ahora es el Ministerio haitiano de Planificación y de Cooperación Externa que maneja los fundos de las inversiones extranjeras.”
Hablando de la misma comisión, la Directora agregó: “no reconstruyeron el país”.

De nuestro punto de vista, este mismo balance involucra a los cascos azules presentados con cinismo como una fuerza humanitaria de asistencia. Sera el objeto de la próxima delegación en la semana del 10 de junio de establecer la relación entre la situación material del país y la violación de la soberanía nacional de Haití. ¿Se puede reconstruir el país sin soberanía, en situación de ocupación militar por fuerzas extranjeras? ¿La opresión permite la reconstrucción?

      

Fernando Pita (CTA-cap), Antoine B. Simounet, integrantes del Comité
  

Ato em Florianópolis pela Retirada Imediata das Tropas do Haiti


No dia 1º. de junho, no Congresso da CUT de Santa Catarina/CECUT, aconteceu o ato pela retirada imediata das tropas do Haiti, a exemplo de outros atos realizados no Continente Americano e Caribe.

A mesa foi composta pela CUT nacional na pessoa do dirigente Júlio Turra que leu a Carta de saudação do Presidente da CUT nacional, pelo MST, pelo Movimento Negro Unificado, por um representante do Diálogo Petista - Vereador Battisti, pela pré-candidata à veradora/PT de Florianópolis, Luzia Cabreira, que defenderam a imediata retirada das tropas e denunciaram as mais diversas formas de violação dos direitos humanos pelas tropas de ocupação, como estupros, roubos/furtos de bens de camponeses, repressão ao direito de livre organização e manifestação, etc. 

Além disso, deixaram clara a disposição de continuarem na luta contra esta abominável forma de violência à soberania do povo do Haiti. 

No plenário, além de dezenas de delegados das mais diversas categorias de trabalhadores de SC estavam presentes dirigentes do SINTRAM/SJ, SINTRASEM, SINTESPE, do PT estadual, do PT de Fpolis e São José, do Sindicato dos Correios, da CUT/SC, do SINTE/SC, dentre outros. 

As intervenções foram bastante interessantes porque não se limitaram a repudiar mais este ataque à autodeterminação dos povos mas porque, também, trouxeram à discussão fatos e atos que estimularam os presentes a aderirem a mais esta luta contra o imperialismo.  

Hoje em Santa Catarina somos muito mais trabalhadores em luta pela imediata retirada das tropas do Haiti.


Ato em Brasília se soma à Jornada Continental pela retirada das tropas da ONU


No dia 1º de junho, dando sequencia ao ato continental de novembro de 2011, foi feito um ato no Palácio do Planalto para exigir de Dilma a retirada das tropas brasileiras do Haiti. Estavam presentes 150 estudantes de algumas escolas do DF.

Na preparação acontecerem 3 debates em escolas e pichações em muros da cidade, o curioso é que as pichações de gangues que não são legíveis seguem pelos muros, mas as que exigem a retirada das tropas foram apagadas na mesma semana.

Desde 2004 as tropas da ONU ocupam o país para o "estabilizar". Muitos casos de violações de direitos (estupro, rou­bo, violação do espaço universitário) são conhecidos por todos e foram amplamente denunciados por orga­nizações de Direitos Humanos, por organizações sindicais e populares. A introdução da epidemia do cólera pela MINUSTAH veio agravar essa ferida. Mais de 7.000 foram mortos pelo có­lera e mais de foram 500.000 infecta­dos.

Uma comissão formada por dirigentes sindicais e do movimento estudantil foi recebida por Audo Faleiro (Assessor do Secretário de Assuntos Internacionais da Presidência da República). A comissão era composta por: Ismael César e André (CUT-DF),  Oton Neves (Sindsep-DF), Jean Loiola (FENAJUFE), Marcius Siddartha (PT-DF), Milena Alcântara (UMES Gama) Jhonatan Lucas (UBES), Guilherme Shandler (Juventude Revolução-IRJ)  que apresentou ao assessor de Marco Aurélio Garcia nossa demanda e protocolou um dossiê que preparamos para dar conhecimento à Dilma dos diversos abusos cometidos pelas tropas da ONU no Haiti (repressão a passeatas, assassinato de estudantes e sindicalistas, estupros, perseguição a sindicalistas, etc). Após discussão sobre o tema, apresentando algumas divergências com nossas posições, Audo Faleiro se comprometeu a dar conhecimento da nossa reivindicação à presidente Dilma e marcar uma reunião com Gilberto Carvalho (Secretário-Geral da Presidência da República). Também sugeriu que fossem feitos debates em torno do tema no Congresso Nacional.

Seguimos a nossa luta exigindo algumas medidas em respeito à soberania do povo haitiano:

1. A anulação total e incon­dicional de todas as dívidas do Haiti
2. Fim das políticas de ajus­te estrutural
3. Pagamento pela França de 21 bilhões de dólares devidos à República do Haiti
4. Retirada imediata das forças de ocupação
5. Fim da CIRH (Comissão Interina de Reconstrução do Haiti, dirigida pelo ex-presiden­te americano Bill Clinton)
6. Indenização para todas as vítimas da MINUSTAH, pelas Nações Unidas.



1 de jun. de 2012

“A Minustah é o braço armado das multinacionais”


“A Minustah é o braço armado das multinacionais”
Na véspera da Jornada Internacional pela Retirada da Minustah, entrevista com Fignolé Saint-Cyr (FSC), secretário geral da Central Autônoma dos Trabalhadores Haitianos (CATH)

No próximo dia 1º de junho, uma jornada internacional de mobilização (1) esta sendo organizada em apoio à exigência do povo haitiano de ver imediatamente retirada as tropas da Minustah, que ocupam a ilha há oito anos. Esta jornada, cuja iniciativa partiu de uma reunião continental, em 5 de novembro passado, em São Paulo (Brasil), referendada pela Conferência Caribenha ocorrida nos dias 16, 17 e 18 de novembro, em Vertières (Haiti). Apresentada como uma operação visando o estabelecimento da paz e segurança, a Minustah (missão da ONU) é a causa da insegurança e de sofrimentos inomináveis infligidos à população, já martirizado pelo terrível terremoto cujas consequências trágicas ainda não começaram a ser solucionadas. .
A MINUSTAH se revela como guardiã de uma ordem anti-operária e antidemocrática, como mostram as numerosas “zonas francas” onde o proletariado sem direitos está sujeito a mais terrível exploração.

A conferência caribenha de Vertières lançou, entre outros, um "apelo ao movimento operário e democrático internacional para exigir a reintegração dos trabalhadores demitidos nas zonas francas". Qual o significado disso?
FSC - A resolução da conferência de Vertières, demanda efetivamente ao movimento operário e democrático internacional que intervenha junto ao governo haitiano para a reintegração de nossos dois camaradas que foram demitidos na zona franca de Ouanaminthe, que são Dieubénite Dorsainvil e Arnold Bien-Aimé. Posso dizer que esta campanha é um gesto magnífico, mesmo se, até o presente, o governo e o ministério de ASSUNTOS SOCIAIS e do Trabalho tenham ignorado os protestos realizados pelas centrais  e federações do Caribe e a nível internacional.
Esta solidariedade tem desempenhado um papel útil para o estabelecimento de ligações entre os povos, permitindo também que nossa seção sindical na zona franca de Ouanaminthe se fortaleça. Finalmente, os patrões tiveram que aceitar a existência do sindicato.
A solidariedade internacional deve exigir, agora, que o Haiti respeite as convenções da OIT, principalmente os artigos 87 e 98, relacionados aos sindicatos.
O caso de nossos dois camaradas está hoje no Tribunal do Trabalho, na jurisdição de Fort-Liberté, no departamento Nordeste, junto com o processo que opõe Sofezo-CATH e Codevi, em Ouanaminthe.

Três audiências foram realizadas. Nas duas primeiras, os representantes dos patrões primaram pela ausência. Então o juiz, Wilfrid Brutus, emitiu uma ordem exigindo a presença do réu no tribunal em 14 de maio. Presentes dessa vez, os representantes patronais apresentaram seu plano maligno, pedindo ao tribunal que lhes concedesse uma prorrogação para que pudessem preparar sua defesa. E o tribunal se viu obrigado a concordar. O juiz então fixou nova data para o julgamento.
O objetivo da CATH é a reintegração de nossos dois camaradas demitidos. Uma vez mais, seu apoio é necessário para alcançar o objetivo. Porque a justiça haitiana é a justiça de “quem paga mais”. Mesmo o juiz parecendo independente, a inquietude é grande, porque o desafio é alto. Permita-me lembrar que, em 14 de maio, eu mesmo, Fignolé Saint-Cyr, secretário geral da CATH, fui agredido fisicamente, dentro do tribunal por Albert Joseph, representante dos patrões, que afirmava que iria vencer o processo, diante do juiz e gritava que Dieubénite e Arnold jamais seriam reintegrados.
Que relação você faz entre a repressão anti-sindical e a presença das tropas da Minustah no Haiti?
A repressão anti-sindical é recorrente nas zonas francas no Haiti. Temos um estado assediado no plano político e econômico pelas potências ocidentais, Estados Unidos a frente. Um governo que está a serviço das multinacionais – com um “pro-consul”, Bill Clinton, o ex-presidente dos Estados Unidos, na chefia da CIRH -  que leva ao extremo a política neoliberal de exploração da mão-de-obra barata: menos de três euros por uma jornada de trabalho. A política anti-sindical é o cavalo de batalha do governo para impedir a implantação de movimentos sindicais independentes e de massa, capazes de responder às reivindicações dos trabalhadores. A CATH adotou uma linha classista e de massa. Lutamos todos os dias para implantar na população esta concepção, cujo objetivo é um movimento sindical independente das ONG, das instituições internacionais e do governo (Nou  p’ap manje nan men yo e nou p’ap bwe nan men yo). É por isso que a CATH, enquanto central sindical independente, se inscreve no combate, junto com outras organizações, para reconquistar a soberania do Haiti.
A Minustah é o braço armado das multinacionais para implantação de zonas francas no Haiti e proteger autoridades políica. E também para destruir todas as formas de lutas populares e reivindicativas.
No próximo 1º de junho, fará oito anos que ela está presente no Haiti, oito anos marcados por estupros, roubos e assassinatos.
E, no marco da mobilização continental, caribenha e internacional, o Haiti se mobilizará pela retirada imediata das tropas da ONU (Minustah).
Saudações!
Entrevistado por  Robert Fabert para o Informações Operárias

15 de mai. de 2012

Chamado por uma Jornada Internacional de solidariedade e de mobilização com os trabalhadores e o povo do Haiti em 1º de junho de 2012


Boletim de Maio 

Desde junho de 2004, uma for­ça de ocupação multinacional insta­lou-se em nosso país, sob o patrocínio das Nações Unidas. Sua missão oficial é “estabilizar” o Haiti. Mas por trás desse objetivo declarado, sabemos que a força de ocupação está presente para garantir o projeto do imperialismo no Haiti: proteger os interesses das em­presas multinacionais e da burguesia local.

Em 1 de junho de 2012, fará oito anos a presença da MINUSTAH no Haiti. Durante esses oito anos, esta força chamada estabilizadora tornou-se tristemente célebre por seus abusos contra o povo haitiano. Muitos casos de violações de direitos (estupro, rou­bo, violação do espaço universitário) são conhecidos por todos e foram amplamente denunciados por orga­nizações de Direitos Humanos, por organizações sindicais e populares. A introdução da epidemia do cólera pela MINUSTAH veio agravar essa ferida. Mais de 7.000 foram mortos pelo có­lera e mais de foram 500.000 infecta­dos.

Diante dessa situação alarman­te, presenciamos em nosso país uma onda crescente de ódio e de mobiliza­ção contra a MINUSTAH. É nesse contexto que o Co­mitê de Acompanhamento e o Coletivo de Mobilização para a Indenização das Ví­timas do Cólera já organi­zaram diversas atividades de propaganda e mobiliza­ção para exigir a retirada imediata da MINUSTAH e a indenização das vítimas pela Nações Unidas.
Juntos exigimos:

1. A anulação total e incon­dicional de todas as dívidas do Haiti
2. Fim das políticas de ajus­te estrutural
3. Pagamento pela França de 21 bilhões de dólares devidos à República do Haiti
4. Retirada imediata das forças de ocupação
5. Fim da CIRH (Comissão Interina de Reconstrução do Haiti, dirigida pelo ex-presiden­te americano Bill Clinton)
6. Indenização para todas as vítimas da MINUSTAH, pelas Nações Unidas.

8 de dez. de 2011

Resolução Conferencia Caribenha Haiti

CONFERÊNCIA CARIBENHA
“ATUEMOS JUNTOS POR UM HAITI SOBERANO”
FORA MINUSTAH!

Resolução adotada pela Conferência
Vertières (Cap-Haitien), 18 de novembro de 2011


Nós, organizações sindicais, políticas e movimentos populares dos EUA, França e do Caribe, notadamente de Guadalupe, Trinidad e Tobago, Dominica, Martinica e Haiti, bem como representantes da Associação dos Trabalhadores e dos Povos do Caribe (ATPC) e do Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos, nos reunimos em Cap Haitien em 16, 17 e 18 de novembro de 2011, após a instauração, em setembro de 2009, em Porto Príncipe, da Comissão Internacional de Investigação e do Comitê de Acompanhamento , para melhor compreender e lutar contra a ocupação sofrida pelo Haiti há mais de sete anos e buscarmos juntos maneiras de pôr fim a essa ocupação da MINUSTAH e adotar as resoluções apropriadas.

Confira o manifesto completo aqui.

24 de nov. de 2011

CONFERENCIA CARIBENHA DE CAP HAITIEN (HAITI)

CONFERENCIA CARIBENHA DE CAP HAITIEN (HAITI)
"PELA RETIRADA DAS TROPAS DE OCUPAÇÃO DA MINUSTAH"

Em 16, 17 e 18 de novembro aconteceu em Cap Haytien (Haiti) uma Conferência Caribenha para a restauração da soberania do povo haitiano livre da ocupação militar, que, sob cobertura da ONU (MINUSTAH), ocupa há oito anos o país, colocado sob a tutela de um "governo" de fato dirigido por um "pro-cônsul" americano, Bill Clinton, como parte da "missão" para a chamada "reconstrução do Haiti", da qual o povo haitiano não viu e não verá a cor, especialmente o milhão e meio de haitianos que ainda vivem em barracas dois anos após o terremoto que devastou uma grande parte da capital e várias outras cidades.

A escolha da data e local para esta conferência não foi um acaso. Foi em 18 de novembro de 1803, em Vertière, atual território do município de Cap Haitien, que o exército de escravos negros insurgentes impôs a derrota final às tropas francesas de Napoleão, vindas para restaurar a escravidão. Estabeleciam, assim, as bases da primeira república negra.

Reunidos por iniciativa da ATPC (Aliança dos Trabalhadores e dos Povos do Caribe), da CATH (Central Autônoma dos Trabalhadores do Haiti), com o apoio do Acordo Internacional dos Trabalhadores, duas semanas após ter acontecido em São Paulo (Brasil) um Ato Continental sobre o mesmo tema, delegados de vários estados, dirigentes de sindicatos, de associações
populares, estudantes e camponeses haitianos, bem como os delegados estrangeiros de Guadalupe, Martinica, Dominica, França, Estados Unidos, de Trinidad e Tobago... debateram durante estes dois dias e meio as consequências econômicas, sociais, sanitárias e políticas da ocupação.

Eles definiram coletivamente as próximas etapas da mobilização, que deve continuar crescendo até a retirada da Minustah e a recuperação pelo povo de sua plena soberania. Assumiram a resolução principal do Ato de São Paulo de chamar para 1º de junho próximo um dia internacional pela retirada da Minustah e pela soberania do povo haitiano.

Na sexta-feira, 18 de novembro, um feriado nacional no Haiti, os delegados levantaram uma faixa exigindo a saída da MINUSTAH no "Monumento aos Heróis", que celebra a vitória de Vertière, onde se pronunciaria o presidente fantoche Michel Martelli, eleito ao final de
eleições fraudulentas, completamente controladas pelas grandes potências imperialistas para justificar a perpetuação da ocupação.

10 de nov. de 2011

Declaração de Mark Weisbrot e Alex Main ao Ato Continental

“É alentador ver grupos de todo o hemisfério reunidos em São Paulo para coordenar esforços para exigir que a Minustah saia do Haiti e mandar uma forte mensagem ao mundo declarando que a ocupação do Haiti é imoral e indefensável e deve acabar. Este grande Ato de solidariedade dá esperança ao povo do Haiti e sem duvida, dará lugar a um movimento global mais forte a favor da justiça e da dignidade para os haitianos”.

Leia a declaração completa [em inglês]

Mark Weisbrot é jornalista, com coluna quinzenal na Folha de São Paulo e diretor do CPR (*)
Alex Main é diretor do CPR
(*)Centro de Pesquisa Economica e Politica – Washington - EUA

8 de nov. de 2011

Compromisso de São Paulo

COMPROMISSO DE SÃO PAULO “Aba Okipasyon, Aba Minustah” Fora as tropas da ONU do Haiti!



Reunidos em Ato Público na Câmara Municipal de São Paulo, vindos de sete países cujos governos estão envolvidos na ocupação do Haiti e de 12 Estados do Brasil, NÓS FIRMAMOS UM COMPROMISSO de solidariedade militante com a soberania da nação negra do Haiti!


NÓS ESTABELECEMOS O COMPROMISSO E EXORTAMOS a todos e todas, com suas organizações, a não sair das ruas enquanto não terminar essa operação militar, irmanando-se ao povo haitiano, que exige o respeito à sua soberania em seguidos protestos contra a ocupação – que tampouco pode ser substituída por tropas mercenárias!

NÓS ESTABELECEMOS O COMPROMISSO, E EXIGIMOS DOS GOVERNOS dos nossos países – Brasil, Uruguai, Argentina, Bolívia, Estados Unidos, França – que cessem imediatamente sua participação nessa vergonhosa operação.

A partir de hoje, nos constituímos em Comitê Continental pela Imediata Retirada das Tropas da ONU do Haiti. , respaldados em ações semelhantes neste dia também no Canadá, México, Peru e Equador. Chamamos à constituição de Comitês Pela Imediata Retirada em todos os países do continente.

[Texto Completo: Português, English, Español ou Français]

ESTE É O NOSSO COMPROMISSO, pois defender o Haiti é defender a nós mesmos!

Haiti - Fignolé St Cyr, da Central Autônoma dos Trabalhadores do Haiti; Estados Unidos - Colia Clark, do movimento pelos direitos civis dos anos 60 (militantes do NAACP no Mississipi); Kim Yves, do jornal Haiti Liberté e Dan Coughlin, da revista The Nation, Bolivia Nelson Guevara Aranda, do Sindicato dos Mineiros de Huanuni; Uruguai Hugo Dominguez, Sind.Metalúrgicos da PIT-CNT e Andres Uriostes-Coordinadora por el Retiro de las Tropas; Argentina - Natalia Saralegui,“Comite Argentino por la Retirada de las Tropas”; Prof. Henry Boisrolin Comite Democratico Haitiano em Argentina;França : Jean Marquiset, Partido Operário Independente; Julio Turra – CUT; Joaquin Piñero – MST; Joelson Souza- Juventude Revolução; Milton Barbosa- MNU; Rosi Wansetto - Jubileu Sul; Markus Sokol - Corrente O Trabalho do PT; Deputado Adriano Diogo (PT/SP), Deputado Jose Candido (PT/SP).Claudinho Silva (SOS Racismo/Secr Estadual Combate Racismo PT); Lucia Skromov (Comite Pro Haiti); Barbara Corrales (Comite Defender Haiti é Defender a Nos Mesmos).

Declaração da Delegação dos Estados Unidos



A delegação estaduninse formada por Colia Clark da Comissão Internacional de Inquérito sobre o Haiti, Kim Ives do jornal semanal Haiti Liberté, e o jornalista Dan Coughlin do The Nation leu seguinte declaração “Como muitos líderes haitianos dizem, deve haver soluções haitianas para os problemas do Haiti. Se a ONU quer enviar médicos, engenheiros e outros especialistas para ajudar os haitianos, como os cubanos e os venezuelanos o fazem, não temos problema nenhum com isso. Mas a ONU nunca deve ter enviado soldados, tanques e armas para o Haiti, armas que apenas tem sido utilizadas para impor a agenda neoliberal de Washington, Paris e Ottawa. Já passou a hora de que as Nações Unidas retirem suas tropas do Haiti.”






7 de nov. de 2011

Ato Continental reúne 600 pela retirada das tropas da ONU do Haiti


5 de novembro, Salão da Câmara Municipal de São Paulo

Com a presença de 600 pessoas, vindas de 11 Estados brasileiros, e uma mesa formada por participantes de 7 países – EUA, Haiti, Bolívia, Argentina, Uruguai, França e Brasil -, realizou-se neste sábado, na Câmara Municipal de São Paulo, um Ato Continental pela Retirada das Tropas da ONU que ocupam militarmente o Haiti desde 2004.

Após quatro horas de atividade, onde se ouviram os depoimentos de delegados dos países presentes e, sobretudo, do representante do Haiti, Fignolé St Cyr, dirigente da Central Autônoma dos Trabalhadores do Haiti, os participantes firmaram o “Compromisso de São Paulo”, onde se comprometem continuar a ampliar a campanha em todo o continente, e a realizar atos em todos os países em 1º de junho do próximo ano.

Começando com a exibição de vídeos do Haiti, e de uma apresentação musical de grupos de rap, o ato político foi aberto pelo deputado estadual Adriano Diogo (PT/SP), um de seus organizadores, que destacou que, para militares brasileiros, a ação armada no Haiti é um laboratório, cujas ações são depois estendidas na repressão ao povo brasileiro.

Do Uruguai Hugo Dominguez, do Sindicato dos Metalúrgicos, representando a central sindical PIT-CNT, declarou “o Congresso da PIT/CNT condenou duramente a ocupação, pois ocupações militares só trazem atos criminosos, como o estupro de um jovem haitiano por soldados uruguaios”. Ainda do Uruguai, esteve presente Andres Uriostes, da Coordenação pela Retirada das Tropas; da Argentina, Natalia Saralegui, do Comitê Argentino pela Retirada das Tropas, e o professor Henry Boisrolin, do Comitê Democrático Haitiano na Argentina; da Bolivia, Nelson Guevara Aranda, do Sindicato dos Mineiros de Huanuni, que afirmou “governos latino-americanos que dizem defender a soberania não podem manter tropas no Haiti!”.

A delegação dos Estados Unidos, esteve composta por Colia Clark, dirigente do movimento pelos direitos civis desde os anos 60, e que integrou a Comissão Internacional de Investigação que visitou o Haiti para apurar as violações de direitos civis da Minustah; por Kim Yves, do jornal “Haiti Liberté”, e por Dan Coughlin, da revista “The Nation”, que apontaram o governo estadunidense como o grande articulador da intervenção no Haiti. “É o nosso governo o principal opressor do povo haitiano”, disse Colia, arrancando aplausos do plenário.

Da França, antiga potência colonial que continua ingerindo no Haiti, veio Jean Charles Marquiset, da direção do Partido Operário Independente, que se comprometeu a levar a campanha pela retirada para seu país.

No mesmo dia do Ato, manifestações estavam ocorrendo no Peru e Equador (dirigidas aos respectivos governos que tem tropas no Haiti), no México (dirigida à embaixada dos EUA) e no Canadá. O ato recebeu mensagens também de sindicatos da UNETE, da Venezuela, além de Carlos Chile, Secretário da CTA-Capital (Argentina).

Em nome da CUT, Julio Turra explicou que a central considera a presença das tropas estrangeiras atentatórias à soberania do Haiti. Joaquim Piñero, do MST, relatou a ação de solidariedade internacional expressa no envio de uma brigada de militantes para o Haiti. Markus Sokol, da Corrente O Trabalho do PT, destacando que a ocupação do Haiti corresponde aos interesses dos Estados Unidos contra a soberania dos povos do continente, concluiu: “exigimos com ainda mais ênfase do governo que elegemos, da presidente Dilma, a retirada unilateral das tropas, que violam a soberania de um país irmão”.

Participaram ainda da mesa, Claudio Silva, Secretário estadual de Combate ao Racismo do PT/SP e coordenador do SOS Racismo, Milton Barbosa, do Movimento Negro Unificado, Rosi Wansetto, do Jubileu Sul, Joelson Souza, da Juventude Revolução, e Bárbara Corrales, do Comitê Defender o Haiti é Defender Nós Mesmos, além de José Augusto Camargo, presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Renato Simões, da Executiva Nacional do PT, e a vereadora Juliana Cardoso.

Durante todo o ato ouviram-se palavras-de-ordem: “Dilma, escuta aqui, retire as tropas do Haiti”, “Fora imperialismo! Fora do Haiti! América Latina, unida a resistir!” e “Fora Minustah! Soberania Já!”

Último orador do dia, Fignolé St Cyr disse que seu país está nas mãos da Comissão Interina de Reconstrução do Haiti (CIRH), comandada diretamente por Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos, e que as tropas da ONU estão lá para impor este poder. St Cyr narrou como a Minustah fraudou as recentes eleições presidenciais, afastando da disputa o partido mais importante, o Fanmi Lavalas, de Jean-Bertrand Aristide (presidente derrubado do poder em 2004 pelas tropas dos EUA, França e Canadá), e colocou agora na Presidência o fantoche Michel Martelly. “As tropas de ocupação estão no país para violar e roubar tudo o que nós temos”, alertando aos governos que enviam tropas para o país, sejam de direita ou de esquerda, que “não é bom servir de muleta para as potências que ocupam o Haiti”.

Ao final, St Cyr disse que estava muito orgulhoso de participar de ato tão importante e representativo, e testemunhou como, nos últimos anos, cresceu muito no Brasil a “sensibilidade” para o drama dos haitianos oprimidos pela ocupação militar.

O próximo passo que se segue ao Ato em São Paulo, será uma Conferência de organizações sindicais e populares do Caribe, em Cap Haitien, no Haiti (16-18/Novembro)

Ao final, foi aprovado por aclamação o “Compromisso de São Paulo” (em anexo) propondo a constituição de um Comitê Continental pela Imediata Retirada das Tropas da ONU do Haiti para organizar a Jornada de 1º de junho de 2012.

Todos saíram com a certeza de que o ato será capaz de generalizar a campanha de modo que, se as tropas não saírem antes, haverá grandes manifestações em vários países em junho de 2012. Até lá, o desafio é ampliar em todos os países a pressão sobre os governos pela retirada das tropas e a devolução aos haitianos do seu direito à soberania.

Contatos
comitedefenderhaiti@uol.com.br
Barbara Corrales – Comitê “Defender o Haiti é defender a nos mesmos”

3 de nov. de 2011

Comitê Defender o Haiti - DF


Cerca de 50 estudantes compareceram ao debate feito no auditório da FA da UnB. A atividade foi convocada pelo Comitê Defender o Haiti é defender a nós mesmos que contou com a presença da Deputada Federal Erika Kokay (PT-DF) e do rapper GOG.

Foi exibido o filme "Estamos Cansados" para logo depois acontecer a abertura da discussão por Marcius Siddartha militante da JR-IRJ (que participa do Comitê Defender o Haiti é defender a nós mesmos) que levantou um breve histórico desde independência do país até as ocupações militares. Erika Kokay que comentou das atrocidades como estupro de jovem por soldado uruguaio e que ela solicitou requerimento de informação sobre o que aconteceu no país entre 2004 e 2011 ao Ministério da Defesa além de solicitar também uma audiência pública com o Ministro Celso Amorim para tratar do assunto. Logo depois o GOG falou do papel histórico do povo negro e escravo que lutou pela sua independência.

Na discussão apareceram alguns estudantes perguntando questões sobre a ocupação militar e um estudante de direito comentou que haviam gangs e que as tropas no Haiti tinham resolvido esse problema, ele também questionou a Erika por ser pela retirada das tropas dizendo que ela nunca foi ao Haiti e que não tem conhecimento do que realmente acontece por lá. Marcius lembrou que durante Congresso da CUT, o sindicalista haitiano Fignolé (secretario da Central Autônoma dos Trabalhadores do Haiti), comentou que os índices de violência do país são menores que os de favelas brasileiras o que não justifica a ocupação militar em seu país.
Ao final, relatos de GOG sobre o contato que teve com Fignolé, em atividade na CUT-DF, ele comentou como o povo do país repudiava a presença das tropas.

A discussão foi bastante produtiva e alguns estudantes se prontificaram a participar do ato continental no dia 5 de novembro em São Paulo para consolidar a campanha pela retirada imediata das tropas brasileiras do Haiti.

Marcius Sidharta – Juventude Revolução DF




Ato continental pela retirada imediata das tropas da ONU do Haiti • 5/11 - 15h • São Paulo


Em 5 de novembro próximo, às 15h, entidades sindicais e democráticas e parlamentares realizam um Ato Continental, na Câmara Municipal de São Paulo, pela Retirada Imediata das Tropas da ONU do Haiti. Dirigida pelo Brasil, a ocupação militar do país caribenho começou em 2004 e envolve mais de 12.000 soldados e policiais de 54 países.

O Haiti foi o primeiro país independente da América Latina e a primeira república negra no mundo. A atual ocupação militar começou meses depois de tropas dos Estados Unidos, Canada e França derrubarem e exilarem o presidente legítimo do país, Jean Bertrand Aristide, no início de 2004. Desde então, milhares de haitianos já se manifestaram exigindo a retirada das tropas, cuja presença viola o direito democrático à autodeterminação dos povos. Em resposta aos apelos do próprio povo haitiano, desenvolve-se uma campanha internacional pela Retirada das Tropas da ONU do Haiti .

O movimento sindical, popular e democrático no Brasil ocupa um lugar particular nesta luta, pois o país está na chefia da missão, sobre a qual pesa acusações de violação de civis, repressão ao movimento operário local e assassinato de lideranças. O Ato Continental em São Paulo ocorre depois que o próprio governo brasileiro falou em retirada, pela boca do ministro da Defesa, Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores. Todavia, no ultimo dia 15 de Outubro, o Conselho de Segurança da ONU renovou por mais um ano o mandato da Minustah.

O Ato pretende reunir representantes do movimento popular e democrático brasileiro com lideranças vindas de outros países das Américas e do próprio Haiti . Além de protestar contra a ocupação militar, o Ato será um momento para ouvir o relato dos haitianos e iniciar novas etapas do movimento pela retirada das tropas.

Até o momento, estão confirmadas as presenças de Fignolé St Cyr, da Central Autônoma dos Trabalhadores do Haiti; dos estadunidenses Colia Clark, do movimento pelos direitos civis dos anos 60 (militantes do NAACP no Mississipi), e Kim Yves, do jornal Haiti Liberté; do boliviano Nelson Guevara Aranda, do Sindicato dos Mineiros de Huanuni; dos uruguaios Hugo Dominguez, do Sindicato dos Metalurgicos (PIT-CNT) e Andres Uriostes da Coordinadora por el Retiro de las Tropas; e do francês Jean Marquiset, da direção do Partido Operário Independente.

O Ato Continental é organizado pelo Comitê Defender o Haiti é Defender Nós Mesmos, e sua convocação é feita, entre outros, pelos deputados estaduais Adriano Diogo (PT-SP), José Candido (PT-SP), Yulo Oiticica (PT-BA), pelo escritor Fernando Moraes, Olivio Dutra, ex-governador e fundador do PT, Barbara Corrales (Comitê), Julio Turra, da Executiva Nacional da CUT, e pelo Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo.

Contatos e informações:
comitedefenderhaiti@uol.com.br
Telefone (11) 9245-0300 (Barbara Corrales)
http://retiradatropashaiti.blogspot.com/


1 de nov. de 2011

Declarações das Delegações Internacionais

Porque estarei presente?

Nelson Guevara, secretario geral do Sindicato Mineiro de Huanuni, Bolívia: “A ONU financia as tropas para decidir o destino do povo haitiano e assegurar o controle dos recursos naturais. Em nome da pacificação, querem calar a voz dos povos pela libertação. Exigir a retirada das tropas do Haiti deve ser prioridade mundial dos povos. Os mineiros da Bolívia em seu 31º Congresso, realizado esse ano, discutiu, no plano internacional, a necessidade da unidade dos trabalhadores do mundo, isso coloca a solidariedade com o povo do Haiti na luta contra o capitalismo.”

Colia Clark, militante do NAACP, movimento pelos direitos civis, dos anos 60, EUA: “Estarei no Brasil para construir a solidariedade deste povo, com o povo dos Estados Unidos e com o Haiti. Tenho compromisso com a campanha pela retirada das tropas das Nações Unidas que ocupam este país. Em agosto passado estive, juntamente com um grupo de companheiros do Haiti, Guadalupe e EUA, no Alto Comando das Nações Unidas em Nova York, onde fomos recebidos e apresentamos os resultados da Comissão Internacional de Investigaçao sobre o Haiti. E pedimos, naquele momento, a retirada imediata das tropas, pois há um paralelo entre a opressão do povo haitiano e as guerras imperiais em todo o mundo.”

Kim Yves, do jornal Haiti Liberté, EUA: “Estarei no Ato para dar os braços aos irmãos e irmãs brasileiras em solidariedade contra a ocupação militar da ONU no Haiti. O Brasil está, a serviço de Washington, como o líder desta ocupação, há quase 8 anos. Este papel infame é justificado internacionalmente pela afirmação de que os haitianos são incapazes de se auto governar, que sem os chamados "soldados da paz", o Haiti cairia numa espiral de anarquia e violência. Eu quero conversar com meus companheiros do Brasil, e outros, sobre como podemos trabalhar juntos para expor e explodir essa mentira. Quero apresentar um relatório de como os telegramas secretos da Embaixada dos EUA, fornecidos pelo WikiLeaks ao Haiti Liberté, nos ajudam a elucidar o esmagamento da soberania do Haiti pelos Estados Unidos e outras nações. Nós, do Haiti Liberté, queremos ouvir as propostas que companheiros da América Latina têm para acelerar a retirada.

Hugo Domingues, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos (UNTMRA) e que vem ao ato representando a central PIT-CNT, Uruguai: “Vou ao ato porque é um ato pelo respeito à autodeterminação dos povos. Porque é uma intervenção militar, escudando-se na ONU como ajuda humanitária. Porque os EUA usaram o terremoto que assolou o povo haitiano, como desculpa para invadir esse povo irmão. O que lhes importa não é a sorte desse povo, mas quer ficar ali para dirigi-los e ficar com os recursos naturais. Fora todas as tropas militares do Haiti. Fora a invasão ianque”.

*Matéria publicada na edição 701 do Jornal O Trabalho

En una carta abierta a los presidentes de América Latina

Retirar las tropas de Haití!

En una carta abierta a los presidentes de la región, un grupo de intelectuales latinoamericanos expresó su postura contra la continuidad de la Misión de Estabilización de la ONU (Minustah), de la que forman parte tropas sudamericanas, en la isla. Los pensadores denunciaron, por ejemplo, que "desde el retorno a la democracia en 2006 en el país caribeño, la Minustah ha contribuido a violaciones de los derechos políticos de los haitianos". Eduardo Galeano, Juan Gelman, Frei Betto y Adolfo Pérez Esquivel son algunos de los firmantes. Aquí, la carta completa.

A los Presidentes de nuestros países de América Latina:

Queremos expresar nuestro rechazo a la continua presencia en Haití de la Misión de Estabilización de la ONU, conocida como Minustah, y hacer una llamado a nuestros gobiernos para que retiren todo el personal militar de esta supuesta operación de paz.
Desde hace más de siete años, los soldados de nuestros países han participado en una ocupación militar injustificada e inmoral, que avanza la agenda de potencias extranjeras y viola continuamente la soberanía y la dignidad del pueblo de Haití.

En 2004 las tropas de la Minustah llegaron a Haití para apuntalar un régimen de facto. Durante el período de intensa represión que siguió, la Minustah llevó a cabo incursiones violentas en diversos barrios, en una clara estrategia de construcción del "enemigo", centrada en la persecución de las periferias pobres.

Desde el retorno a una democracia tutelada en el año 2006, la Minustah ha contribuido a violaciones de los derechos políticos de los haitianos, sobre todo a través de su respaldo al proceso electoral viciado en el que fue excluido el partido político más popular de Haití.

En las últimas semanas, un caso de violación involucrando tropas de uno de nuestros países latinoamericanos ha levantado el velo sobre un patrón denso de violaciones de derechos humanos - incluyendo numerosos casos de violación y explotación sexual, que ha existido desde hace años. Como resultado de un acuerdo que proporciona inmunidad total a las tropas de la ONU, soldados de la Minustah pueden seguir cometiendo abusos con impunidad.

La Minustah también ha agravado la crisis humanitaria generada por el terremoto de enero de 2010 a través de la introducción del cólera en octubre del año pasado. Debido a la vigilancia laxa de los soldados entrando en Haití, tropas de la Minustah desataron una epidemia que ha matado a más de 5.000 haitianos y dejado a cientos de miles de personas infectadas. Los expertos predicen que el cólera seguirá siendo endémico en Haití por muchos años y dará lugar a miles de muertes adicionales.

En los últimos días, ha habido una serie de protestas populares pidiendo la salida de Minustah y el Vicepresidente del Senado de Haití, Jean Héctor Anacacis, ha afirmado que "la Minustah ha hecho más daño que bien al país".

Aunque la Minustah es profundamente impopular en Haití, cables diplomáticos de EE.UU. hechos público por Wikileaks revelan que funcionarios de EE.UU. consideran que la MINUSTAH es "una herramienta indispensable en la realización de intereses básicos de la política del gobierno de EE.UU. en Haití".

Es inconcebible que los gobiernos latinoamericanos, entre ellos muchos que dicen defender valores progresistas, sean los ejecutores de una agenda imperial en Haití. Es inconcebible que los ejércitos de nuestros países estén directamente involucrados en la ocupación militar de un país que fue una luz de esperanza y libertad para nuestros movimientos de independencia en sus nacimientos, y prestó un apoyo esencial a la campaña de Simón Bolívar por la liberación de América Latina. Es inconcebible que nuestros países, que han sufrido tantas agresiones
extranjeras, estén ahora pisoteando la soberanía de un país que ha experimentado un sinnúmero de intervenciones brutales desde el día que rompió las cadenas de la esclavitud y el colonialismo.

El 15 de octubre, el Consejo de Seguridad tiene previsto emitir una resolución que renueva el mandato anual de la Minustah por séptima vez. Nuestros gobiernos de América Latina no deben quedarse quietos y avalar esta decisión como lo han hecho en el pasado. En lugar de simplemente apoyar la recomendación del Secretario General de la disminución del número de tropas a los niveles de antes del terremoto, nuestros gobiernos deberían exigir que se establezca firmemente un cronograma para una retirada rápida de las tropas extranjeras en Haití. En su
defecto, los gobiernos deben comenzar a retirar las tropas de manera unilateral y dejar de involucrar a nuestras naciones en un proyecto criminal e imperialista.

Se gastan casi $800 millones de dólares anualmente en la Minustah. Hacemos un llamado a nuestros gobiernos para que empiecen a retirar sus tropas de esta misión y que se dediquen a asegurar que estos fondos sean reinvertidos en la lucha contra el cólera y en otros proyectos urgentes para ayudar al pueblo haitiano a enfrentar la grave crisis humanitaria en curso.
Ya es hora de sacar nuestros soldados y policías de Haití y mostrar nuestra verdadera solidaridad con este país hermano al que le debemos tanto.

Primeras firmas:

Adolfo Pérez Esquivel, Juan Gelman y Abuelas de Plaza de Mayo (Argentina), Martín Almada, Eduardo Galeano y Raul Zibechi (Uruguay), Frei Betto, Pedro Casaldaliga y Markus Sokol (Brasil), Elsie Monge (Ecuador), Alicia Lira, Alejandra Arriaza y Hugo Gutiérrez (Chile), Xavier Albó (Bolivia), Hugo Blanco Galdós (Perú), Alberto Franco (Colombia), Víctor Valle (El Salvador), Padre Roy Bourgeois (Estados Unidos), Observatorio por el Cierre de la Escuela de las Américas (School of the Americas Watch).

Apoio ao Ato Continental de São Paulo - México e Equador

México

No dia 3 de novembro está sendo preparado manifestação em frente a Embaixada dos Estados Unidos no México em Apoio ao Ato Continental de São Paulo a partir da coleta de assinaturas para impulsionar a participação de um delegado mexicano na atividade de São Paulo. As palavras de ordem que animam o Ato são: defender a soberania da nação haitiana é defender a soberania do México. Fora as tropas de ocupação do Haiti. Fora a policia gringa do México. Anulação do Plano Mérida!

Equador

No Encontro Nacional de Trabalhadores do Setor Elétrico convocado por ENLACE (Rede nacional dos Trabalhadores Elétricos do Equador), o Sindicato Nacional dos Trabajadores da ‘Corporación eléctrica del Ecuador “SINT-CELEC”, e do Sindicato de Trabalhadores da Empresa Pública de agua Potável e Saneamento, tirou carta se solidarizou ao Ato Continental de 5 de novembro e tirou carta dirigida ao Presidente da República, Rafael Correa, pedindo a imediata retirada dos contingentes militares que ocupam a república do Haití (ver carta).

Campanha pela Retirada das Tropas da ONU do Haiti no Peru

Na assembleia da CGTP (Central Geral dos Trabalhadores Peruanos) foi aprovada uma carta, dirigida ao presidente Ollanta Humala, que pede a imediata retirada dos soldados peruanos do Haití (veja carta abaixo) parte de atividade a favor do Ato Continental de São Paulo, que será entregue por uma delegação no Palácio do Governo, no dia 5/11.

CARTA AL SR. OLLANTA HUMALA, PRESIDENTE DE LA REPÚBLICA,

SOLICITÁNDOLE QUE ORDENE EL RETIRO INMEDIATO DE LAS TROPAS PERUANAS DE HAITI

¡Por la retirada inmediata de las tropas invasoras de la ONU de Haití!

¡Haití necesita médicos, enfermeros, ingenieros, ayuda material para su reconstrucción, y no soldados!

¡Por el retiro inmediato de los soldados peruanos que ocupan Haití!

Lima, 20 de octubre de 2011

Señor

Ollanta Humala Tasso

Presidente de la República

Palacio de Gobierno - Lima.-

ASUNTO: SOLICITA ORDENAR EL RETIRO INMEDIATO DE LAS TROPAS

PERUANAS DEL TERRITORIO DE HAITI

Los suscritos, dirigentes y activistas de organizaciones sindicales, populares, democráticas y antiimperialistas, ante el llamado hecho por el Comité “Defender a Haití es defendernos a nosotras y nosotros mismos” ALESP y un conjunto de diputados del Partido de los Trabajadores y dirigentes de la Central Única de Trabajadores de Brasil, para la realización de un ACTO CONTINENTAL POR LA RETIRADA DE LAS TROPAS DE LA ONU DE HAITÍ el 5 de noviembre en la ciudad Sao Paulo, Brasil; hacemos propicia la ocasión para dirigimos a su gobierno y demandarle que ordene el retiro inmediato de las tropas peruanas que se encuentran en Haití, formando parte del ejército de ocupación de la ONU, en la llamada Misión de las Naciones Unidas para la Estabilización de Haití – MINUSTAH.

La presente demanda, Sr. Presidente Ollanta Humala, es reiterativa al gobierno peruano, pues a través de una Carta fechada 01/05/2010 hicimos la misma demanda al ex Presidente Alan García manifestándole: “¿Qué hacen 366 soldados peruanos, reprimiendo y asesinando al pueblo haitiano en su propia tierra? ¿En nombre de qué intereses deben permanecer soldados peruanos en Haití, uno de los países más pobres de la tierra? Es en nombre de los intereses del imperialismo norteamericano y usted lo sabe Sr. Presidente.”; agregando que dicha demanda se le hacía “en nombre de la paz y del respeto del principio de autodeterminación de los pueblos,”

Culminó el mandato presidencial del Sr. Alan García y los soldados peruanos siguieron ocupando território haitiano, como continúan hasta hoy en la administración del nuevo gobierno que usted preside.

Lo que Haití necesita es médicos, enfermeros, ingenieros, ayuda técnica y material para su reconstrucción, y no soldados que repriman las manifestaciones legítimas de su pueblo.” dicen los organizadores del Acto Continental Por la Retirada de las Tropas de la ONU de Haití, y tienen razón; como tiene razón cuando manifiestan que sobre las tropas de 42 países que ocupan Haití durante más de 7 años “pesan acusaciones de violaciones, represión a movimientos sociales y el asesinato de líderes haitianos.”

Miles de haitianos y haitianas continúan saliendo a las calles para exigir la retirada de las tropas. Varias organizaciones democráticas, populares y sindicales de Haití se han organizado en contra de ellas por considerarlas “tropas de ocupación”, como la Central Autónoma de los Trabajadores Haitianos (CATH), que en su reciente congreso exigió la “anulación total e incondicional de la deuda de Haití, la retirada inmediata de todas las fuerzas de ocupación de la MINUSTAH”.

Como es de vuestro conocimiento, Sr. Presidente, el Consejo de Seguriidad de la ONU ha decidido, el 14 de octubre pasado, prolongar por un año la ocupación militar en Haiti. ¡Inaceptable! ¡Ni un dia más deben permanecer los soldados peruanos en território haitiano!

POR LO EXPUESTO:

Demandamos a usted, como se le demandó al Sr. Alan Garcia, que en nombre de la paz y del respeto del principio de autodeterminación de los pueblos, ordene el retiro inmediato de las tropas peruanas del território de Haití, uno de los países más pobres de la tierra.

Hacemos de vuestro conocimiento que copia de esta carta será enviada al Acto Continental de Sao Paulo, antes referido.

En espera de su respuesta positiva.

A campanha pela Retirada das Tropas da ONU do Haiti na Argentina

Um ato público dia 14 na Universidade de Buenos Aires mandatou a delegação argentina ao Ato Continental de São Paulo. Presentes 35 jovens, militantes e sindicalistas da CTA (Central de Trabalhadores Argentinos), convocados pelo Comitê que faz campanha para a reeleita presidente Cristina Kirchner retirar seus 700 soldados do Haiti. Na mesa, Ignacio Kostzer, presidente da entidade estudantil, a FUBA, e membro da Juventud Rebelde, além, de Manuel Bertoldi, da Frente Dario Santillan, e Markus Sokol, do comitê brasileiro e Antoine Simounet do comitê argentino. Abaixo a declaração do Ato:

COMITÉ AMPLIADO PARA LA RETIRADA INMEDIATA DE LAS TROPAS ARGENTINAS DE HAITI

Defender la soberanía de Haití, es defender nuestra soberanía

A todos los trabajadores, jóvenes, intelectuales sinceramente a favor de la defensa de la soberanía nacional de Haití; Nosotros, participantes del acto del 14 de octubre en la Facultad de Ciencias Sociales convocado por el COMITE PARA LA RETIRADA DE LAS TROPAS ARGENTINAS DE HAITI, considerando que el acto permite de realizar un paso por adelante serio en la organización de la unidad de más trabajadores y jóvenes a favor de la defensa de la soberanía nacional de Haití, decidimos: 1/Refundar el Comité en COMITÉ AMPLIADO PARA LA RETIRAD INMEDIATA DE LAS TROPAS ARGENTINAS DE HAITI. 2/ De desarrollar una campaña masiva de firmas de la Carta abierta a la Presidenta para la retirada de las tropas argentinas de Haití. 3/ De proponer a los firmantes de dicha Carta abierta de integrar nuestro Comité con el objetivo de ampliar la necesaria unidad. 4/ De mandar una delegación del Comité al acto continental de San Pablo del 05 de Noviembre por el retiro inmediato de la Minustah de Haití gracias a una campaña financiera del Comité que garantiza su independencia. 5/ De organizar un plenario de devolución del acto del 05 de Noviembre y de preparación de una marcha frente a un ministerio publico para exigir el retiro inmediato. 6/ De dar mandato a la mesa integrada por Ignacio Kostzer, Manuel Bertoldi , y Antoine B. Simounet para coordinar las actividades del Comité.