1° de junio 2012:
Jornada continental por el retiro inmediato de la Minustah de
Haití
Buenos Aires:
Delegación al Ministerio de Relaciones Exteriores
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4 de jun. de 2012
Comité por la retirada de las tropas argentinas y del Comité Solidaridad por Haití
16 de abr. de 2012
Comitê de Acompanhamento da Comissão Internacional de Investigação Sobre o Haiti
Em 1 de junho de 2012, fará oito anos a presença da MINUSTAH no Haiti. Durante esses oito anos, esta força chamada estabilizadora tornou-se tristemente célebre por seus abusos contra o povo haitiano. Muitos casos de violações de direitos (estupro, roubo, violação do espaço universitário) são conhecidos por todos e foram amplamente denunciados por organizações de Direitos Humanos, por organizações sindicais e populares. A introdução da epidemia do cólera pela MINUSTAH veio agravar essa ferida. Mais de 7.000 foram mortos pelo cólera e mais de foram 500.000 infectados.
Diante dessa situação alarmante, presenciamos em nosso país uma onda crescente de ódio e de mobilização contra a MINUSTAH. É nesse contexto que o Comitê de Acompanhamento e o Coletivo de Mobilização para a Indenização das Vítimas do Cólera já organizaram diversas atividades de propaganda e mobilização para exigir a retirada imediata da MINUSTAH e a indenização das vítimas pela Nações Unidas.
A mobilização deverá seguir seu curso, até a vitória final.
No Haiti e no exterior, principalmente na região do Caribe e no continente americano, muitas atividades de mobilização já foram organizadas. Em 5 de novembro de 2011, num Ato Continental, em São Paulo, representantes do Brasil e mais 6 países propuseram a criação de um Comite Continental pela Retirada Imediata das tropas da ONU do Haiti, e a organização de uma Jornada Continental no dia 1º Junho de 2012, data do 8º aniversário da intervenção da MINUSTAH.
Juntos exigimos:
1. A anulação total e incondicional de todas as dívidas do Haiti,
2. Fim das políticas de ajuste estrutural,
3. Pagamento pela França de 21 bilhões de dólares devidos à República do Haiti,
4. Retirada imediata das forças de ocupação,
5. Fim da CIRH (Comissão Interina de Reconstrução do Haiti, dirigida pelo ex-presidente americano Bill Clinton),
6. Indenização para todas as vítimas da MINUSTAH, pelas Nações Unidas.
26 de mar. de 2012
15 de set. de 2011
Ato Continental pela retirada imediata das tropas da ONU do Haiti
EM SÃO PAULO • 15 HORAS
Câmara dos Vereadores de São Paulo
(Salão Nobre - 8º. Andar)
Viaduto Jacareí, 100 – Centro
(próx. ao Metro Anhangabaú)
Comitê “Defender o Haiti é Defender a nós mesmos”
Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo - ALESP
Contatos e novas adesões: comitedefenderhaiti@uol.com.br
Ato Continental pela retirada imediata das tropas da ONU do Haiti
EM SÃO PAULO • 15 HORAS
Câmara dos Vereadores de São Paulo
(Salão Nobre - 8º. Andar)
Viaduto Jacareí, 100 – Centro
(próx. ao Metro Anhangabaú)
No Brasil, o novo ministro da Defesa, Celso Amorim declarou que “é hora de discutir uma saída organizada, inclusive com as Nações Unidas, claro. Não sei se em agosto, dezembro, janeiro, não é o que importa” (Folha de S. Paulo, 10.08.11).
No Haiti, milhares de haitianos continuam saindo às ruas exigindo a retirada das tropas. Várias organizações democráticas, populares e sindicais do Haiti se posicionaram pela retirada do que chamam de “tropas de ocupação”. O recente congresso da Central Autônoma dos Trabalhadores Haitianos (CATH), por exemplo, exigiu a “anulação total e incondicional da dívida do Haiti, a retirada imediata de todas as forças de ocupação da MINUSTAH e a reparação dos danos gerados pelo cólera trazido ao país pelas tropas” (*).
O povo está farto da ocupação, que pisoteia sua soberania. Somos solidários, queremos ver o povo do Haiti livre. Já passou da hora do Brasil retirar suas tropas!
São mais de 7 anos de ocupação, com o Brasil liderando tropas de 42 países, sobre as quais pesam acusações de violação, repressão ao movimento dos trabalhadores operário e assassinato de lideranças haitianas.
A Presidente Dilma deve tomar a iniciativa, trazendo de volta o contingente brasileiro.
O que o Haiti necessita é de médicos, enfermeiros, engenheiros, ajuda técnica e material para a sua reconstrução, e não de soldados para reprimir as legítimas manifestações de seu povo.
Levantamos a bandeira da imediata retirada imediata da MINUSTAH!
Convidamos todos para um Ato Continental, com representantes de outros países do continente, que lutam pela retirada da MINUSTAH.
São Paulo, Agosto de 2011
(*) a ONU finalmente reconheceu que o vibrião do cólera foi introduzido no país pelo contingente do Nepal; ele contaminou 300 mil e matou 5.800 haitianos; o custo anual da MINUSTAH, US$ 850 milhões, é nove vezes o que a ONU gastou com a epidemia.