22 de jun. de 2012

Capacetes azuis brasileiros perturbam as aulas na Faculdade de Ciências Humanas


Haiti – Universidade/Minustah:
Capacetes azuis brasileiros perturbam as aulas na Faculdade de Ciências Humanas

Porto Príncipe, 18 de junho de 2012 [AlterPresse] – Militares brasileiros da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) tentaram, por três vezes, penetrar no dia 15 de junho no recinto da Faculdade de Ciências Humanas (Fasch) da Universidade do Estado do Haiti, provocando perturbação das aulas e desordem, que tiveram como saldo a quebra de vários para-brisas de carros, constatou a agência AlterPresse.
“Não sabemos a razão desta visita delinquente e inoportuna. Foi um pânico generalizado. Não sabíamos a quem recorrer”, declarou o coordenador da faculdade, Hancy Pierre, à AlterPresse.
Pierre acredita, porém, que “eles se enganaram de endereço. Eles devem ir ao Palácio Nacional, como força de ocupação, para fazer a segurança do presidente Michel Martelly. É uma vergonha para o país”.
A Associação dos Comunicadores e das Comunicadoras Populares (Akp), o Círculo Gramsci e o Círculo de Estudos e de Intervenção no Trabalho Social (Ceits), com sede na Fasch, condenaram conjuntamente “a agressão da Minustah contra um espaço inviolável do país e reclamam uma explicação aceitável das autoridades do país”.
“Estamos prestes a encerrar o período letivo. Eu me pergunto se esses ocupantes vieram para assistir às aulas. De toda maneira, eles deveriam antes passar nas provas para entrar na faculdade. E suas armas não são canetas para tomar notas”, ironiza Pierre, ainda que visivelmente nervoso.
O coordenador convidou o presidente Martelly “a utilizar os soldados da Minustah, especialistas em violações, roubos e cólera, na sua segurança no Palácio Nacional, em vez de deixá-los perturbar as atividades daqueles que fazem a educação com E grande”.
Pierre assinala que a faculdade pretende exigir explicações do Conselho Superior da Polícia Nacional, porque “a força de ocupação não pode vir intimidar os estudantes depois de haver contaminado o país com o vírus da cólera e violentado mulheres e homens”.
“Nós não aceitamos este disparate da Minustah. Não vamos tolerar que venham asfixiar nossas mulheres e nossas crianças com gás lacrimogêneo. Se vierem provocar os estudantes na faculdade mais uma vez, todo o bairro reagirá. Não havia nenhuma desordem no bairro”, avisa Dieunord Joseph, morador do beco Le Hasard, onde se situa a Fasch.
Eles sabem muito bem que não se pode penetrar no recinto de uma faculdade com armas”, continua Joseph.

Os fatos da agressão - Os estudantes assistiam tranquilamente a suas aulas quando foram alertados da presença dos “visitantes indesejados”. Era por volta das 11 horas da manhã. Pânico geral. As aulas foram interrompidas.
Diante dos soldados, os estudantes fecham o portal. Nervosos, os brasileiros atiram balas de borracha e lançam uma granada de gás lacrimogêneo para o interior da faculdade, quebrando, entre outras coisas, persianas.
“Não deixamos de lembrá-los de que não há ninguém a violar na Fasch e que não temos necessidade de que eles venham nos infectar com a cólera”, explica uma estudante à AlterPresse.
Uma colaboradora da AlterPresse no interior do consórcio de mídia “Ayiti Kale Je” se vê obrigada a interromper a aula de jornalismo investigativo que dava a estudantes de comunicação social.
Quase 14 horas. Os militares voltam à carga. Eles deixam o jipe na avenida Christophe e sobem a pé a pequena colina que dá acesso à faculdade, munidos de capacetes, escudos e mantos. E, uma vez mais, a barreira da faculdade é fechada.
“Nós íamos enfim conseguir o quórum de 30 delegados para poder realizar a assembleia mista e decidir sobre o processo eleitoral e outras questões relativas à faculdade, quando eles (os soldados) vieram estragar tudo”, explica o professor Roosevelt Millard, membro da direção da assembleia mista representativa da Fasch.
Quase 16 horas. O terceiro horário de aulas deve começar. Alguns estudantes e funcionários traumatizados, temendo represálias por parte da força da ONU, já deixaram o recinto da faculdade. Outros, reunidos em pequenos grupos, discutem. “O que eles vieram fazer exatamente?”, pergunta um deles.
Os professores chegam, entre os quais Ary Régis, que se espanta ao saber da visita dos capacetes azuis da ONU. “Mas... o que eles vieram fazer?” questiona-se o professor de grandes olhos, atrás do volante do seu carro.
Essa questão está em todas as bocas e parece não encontrar resposta.
Todo mundo está na sala. Mais de uma dezena de aulas estão para se iniciar, quando se veem estudantes a correr em todas as direções. “Minustah! Minustah! Minustah! Eles voltaram para nos atacar!”, gritam. E as salas de aula se esvaziam.
Mais uma vez... soldados brasileiros da Minustah voltam e tentam entrar na faculdade. A barreira novamente é fechada. Eles permanecem mais de trinta minutos em posição de tiro. E chovem xingamentos da boca dos estudantes. “Vão embora! Vão meter a paz em seu país! Vão acalmar a desordem nas favelas! Deixem-nos estudar. Não há cabritos para roubar! Não há mulheres e rapazes para violar aqui. A Fasch é um espaço inocupado”, gritam os estudantes.
Vaval Josué, professor do Departamento de Psicologia, quer sair para falar com eles. Várias pessoas o dissuadem, com medo que ele não seja bem tratado pelos soldados, que já haviam ameaçado um estudante que filmara uma parte da cena da manhã.

A Fasch, um desafio para a Minustah - Desde o desembarque da força da ONU no país, em 2004, várias personalidades da Fasch, entre as quais o professor Jan Anil Louis-Juste, assassinado em 12 de janeiro de 2012, qualificaram sua presença como “ocupação”.Varias organizações estudantis manifestaram abertamente sua hostilidade à presença da Minustah, por meio de notas de imprensa, cartazes, bandeiras ou faixas erguidos na entrada da faculdade.
Um painel com as letras UN (de ONU) riscadas, ocupou durante muito tempo a entrada da faculdade.

Repúdio às Tropas da Minustah – Batalhão Brasileiro – na Faculdade de Ciências Humanas de Porto Príncipe



Moção à Presidente da Republica Dilma Roussef
Repúdio às Tropas da Minustah – Batalhão Brasileiro – na Faculdade de Ciências Humanas de Porto Príncipe!
Pela Imediata Retirada das Tropas da ONU do Haiti!


São Paulo, junho de 2012
Prezada Presidente Dilma


Em resposta ao pedido do Coletivo de Reparação das Vitimas do Cólera, sobre a tentativa de ocupação da FASCH Faculdade de Ciências Humanas, em Porto Príncipe,  por tropas da Minustah, no qual escrevem “com grande indignação soubemos da intervenção e da intimidação das tropas da Minustah na Faculdade. Mais uma vez, a MINUSTAH demonstra o que são: uma verdadeira força de ocupação e repressão. Vemos mais uma vez que a nossa Constituição, nossas leis e o direito de não ter a nossa universidade violada, nada mais são do que palavras no papel para a MINUSTAH. Não podemos nos esque­cer que esta não é a primeira vez que a MINUSTAH tentou nos intimi­dar e sem nenhuma provocação, invadir o espaço da universidade”.
Por isso  nós, abaixo assinado, REPUDIAMOS com veemência mais esta ação das tropas da MINUSTAH – batalhão brasileiro - mo recinto da FASCH no último dia 15 de junho, 6ª feira.
O reitor da Universidade, Jean Vernet Henry denunciou que foram três tentativas de invasão no mesmo dia, gerando pânico entre estudantes e professores. “Os capacetes azuis brasileiros interrom­peram uma assembleia mista na faculdade. Não sabemos a razão desta visita delinquente e inoportuna. Foi um pânico generalizado. Ele acredita, porém, que “eles se enganaram de endereço. Eles devem ir ao Palácio Nacional, como força de ocupação, para fazer a segurança do presidente Michel Martelly. É uma vergonha para o país”.



Enviar Moções para

Gabinete Pessoal da Presidenta da República
Telefones: (61) 3411.1200 (61) 3411.1201 - Fax: (61) 3411.2222

19 de jun. de 2012

Capacetes azuis brasileiros perturbam as aulas na Faculdade de Ciências Humanas


Haiti – Universidade/Minustah:
Capacetes azuis brasileiros perturbam as aulas na Faculdade de Ciências Humanas

Porto Príncipe, 18 de junho de 2012 [AlterPresse] – Militares brasileiros da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) tentaram, por três vezes, penetrar no dia 15 de junho no recinto da Faculdade de Ciências Humanas (Fasch) da Universidade do Estado do Haiti, provocando perturbação das aulas e desordem, que tiveram como saldo a quebra de vários para-brisas de carros, constatou a agência AlterPresse.
“Não sabemos a razão desta visita delinquente e inoportuna. Foi um pânico generalizado. Não sabíamos a quem recorrer”, declarou o coordenador da faculdade, Hancy Pierre, à AlterPresse.
Pierre acredita, porém, que “eles se enganaram de endereço. Eles devem ir ao Palácio Nacional, como força de ocupação, para fazer a segurança do presidente Michel Martelly. É uma vergonha para o país”.
A Associação dos Comunicadores e das Comunicadoras Populares (Akp), o Círculo Gramsci e o Círculo de Estudos e de Intervenção no Trabalho Social (Ceits), com sede na Fasch, condenaram conjuntamente “a agressão da Minustah contra um espaço inviolável do país e reclamam uma explicação aceitável das autoridades do país”.
“Estamos prestes a encerrar o período letivo. Eu me pergunto se esses ocupantes vieram para assistir às aulas. De toda maneira, eles deveriam antes passar nas provas para entrar na faculdade. E suas armas não são canetas para tomar notas”, ironiza Pierre, ainda que visivelmente nervoso.
O coordenador convidou o presidente Martelly “a utilizar os soldados da Minustah, especialistas em violações, roubos e cólera, na sua segurança no Palácio Nacional, em vez de deixá-los perturbar as atividades daqueles que fazem a educação com E grande”.
Pierre assinala que a faculdade pretende exigir explicações do Conselho Superior da Polícia Nacional, porque “a força de ocupação não pode vir intimidar os estudantes depois de haver contaminado o país com o vírus da cólera e violentado mulheres e homens”.
“Nós não aceitamos este disparate da Minustah. Não vamos tolerar que venham asfixiar nossas mulheres e nossas crianças com gás lacrimogêneo. Se vierem provocar os estudantes na faculdade mais uma vez, todo o bairro reagirá. Não havia nenhuma desordem no bairro”, avisa Dieunord Joseph, morador do beco Le Hasard, onde se situa a Fasch.
Eles sabem muito bem que não se pode penetrar no recinto de uma faculdade com armas”, continua Joseph.

Os fatos da agressão - Os estudantes assistiam tranquilamente a suas aulas quando foram alertados da presença dos “visitantes indesejados”. Era por volta das 11 horas da manhã. Pânico geral. As aulas foram interrompidas.
Diante dos soldados, os estudantes fecham o portal. Nervosos, os brasileiros atiram balas de borracha e lançam uma granada de gás lacrimogêneo para o interior da faculdade, quebrando, entre outras coisas, persianas.
“Não deixamos de lembrá-los de que não há ninguém a violar na Fasch e que não temos necessidade de que eles venham nos infectar com a cólera”, explica uma estudante à AlterPresse.
Uma colaboradora da AlterPresse no interior do consórcio de mídia “Ayiti Kale Je” se vê obrigada a interromper a aula de jornalismo investigativo que dava a estudantes de comunicação social.
Quase 14 horas. Os militares voltam à carga. Eles deixam o jipe na avenida Christophe e sobem a pé a pequena colina que dá acesso à faculdade, munidos de capacetes, escudos e mantos. E, uma vez mais, a barreira da faculdade é fechada.
“Nós íamos enfim conseguir o quórum de 30 delegados para poder realizar a assembleia mista e decidir sobre o processo eleitoral e outras questões relativas à faculdade, quando eles (os soldados) vieram estragar tudo”, explica o professor Roosevelt Millard, membro da direção da assembleia mista representativa da Fasch.
Quase 16 horas. O terceiro horário de aulas deve começar. Alguns estudantes e funcionários traumatizados, temendo represálias por parte da força da ONU, já deixaram o recinto da faculdade. Outros, reunidos em pequenos grupos, discutem. “O que eles vieram fazer exatamente?”, pergunta um deles.
Os professores chegam, entre os quais Ary Régis, que se espanta ao saber da visita dos capacetes azuis da ONU. “Mas... o que eles vieram fazer?” questiona-se o professor de grandes olhos, atrás do volante do seu carro.
Essa questão está em todas as bocas e parece não encontrar resposta.
Todo mundo está na sala. Mais de uma dezena de aulas estão para se iniciar, quando se veem estudantes a correr em todas as direções. “Minustah! Minustah! Minustah! Eles voltaram para nos atacar!”, gritam. E as salas de aula se esvaziam.
Mais uma vez... soldados brasileiros da Minustah voltam e tentam entrar na faculdade. A barreira novamente é fechada. Eles permanecem mais de trinta minutos em posição de tiro. E chovem xingamentos da boca dos estudantes. “Vão embora! Vão meter a paz em seu país! Vão acalmar a desordem nas favelas! Deixem-nos estudar. Não há cabritos para roubar! Não há mulheres e rapazes para violar aqui. A Fasch é um espaço inocupado”, gritam os estudantes.
Vaval Josué, professor do Departamento de Psicologia, quer sair para falar com eles. Várias pessoas o dissuadem, com medo que ele não seja bem tratado pelos soldados, que já haviam ameaçado um estudante que filmara uma parte da cena da manhã.

A Fasch, um desafio para a Minustah - Desde o desembarque da força da ONU no país, em 2004, várias personalidades da Fasch, entre as quais o professor Jan Anil Louis-Juste, assassinado em 12 de janeiro de 2012, qualificaram sua presença como “ocupação”.Varias organizações estudantis manifestaram abertamente sua hostilidade à presença da Minustah, por meio de notas de imprensa, cartazes, bandeiras ou faixas erguidos na entrada da faculdade.
Um painel com as letras UN (de ONU) riscadas, ocupou durante muito tempo a entrada da faculdade.

Kolektif Mobilizasyon pou Dedomaje Viktim Kolera yo


Kolektif Mobilizasyon pou Dedomaje Viktim Kolera yo
Telf : 34070761 / 33105763 / 34006415
Lendi 18 jen 2012

Pozisyon Kolektif la sou debakman tèt kale MINISTA fè nan Fakilte Syanszimèn

Se ak anpil kòlè, kè kase ak endiyasyon, Kolektif Mobilizasyon pou Dedomaje Viktim Kolera yo aprann debakman tèt kale, gwo ponyèt MINISTA fè nan Fakilte Syanszimèn, jou ki te vandredi 15 jen ki sot pase a.  Yon lòt fwa ankò, MINISTA kontinye montre tout moun ki pat vle kwè l, li se yon fòs okipasyon ak represyon. Kidonk, zafè konstitisyon, lalwa ak dwa pou pa vyole espas inivèsite a, se pawòl tafya pou MINISTA.
Apre divès zak represyon, kadejak MINISTA ap fè sou pèp la, ak kolera li lage pou touye moun nan kat kwen peyi a, fòs okipasyon an montre li pa deside fè bak sou zak gwo ponyèt li yo. Sèlman nan epidemi kolera a, MINISTA deja touye plis pase 7 mil moun epi kontamine plis pase 500 mil lòt. Entèvansyon gwo ponyèt Syanzimèn nan fèt nan yon moman kote pouvwa anplas la ap voye MINISTA al fè represyon sou popilasyon k ap reklame dwa yo nan sous Matla ak nan zòn Fwontyè a. N ap raple se pa premye fwa MINISTA fè debakman tèt kale, gwo ponyèt sa yo andedan inivèsite a.
-          Nan dat 20 janvye 2009, jou prestasyon sèman prezidan ameriken an, sòlda MINISTA kolera yo debake nan ENARTS kote yo maspinen etidyan /atis DON Camelo
-          21 janvye 2009, yon jou apre, sòlda kolera yo debake nan Lekòl Nòmal Siperyè, kote yo maspinen Etidyan Jean Willy Belfleur, ki se yon manm UNNOH
-          Nan dat 24 me 2010, MINISTA debake an gwo ponyèt nan Fakilte Etnoloji, yo arete epi maltrete etidyan Frantz Mathieu Junior
-          Jou vandredi 15 jen 2012 la, se jou pa Fakilte Syanzimèn kote sòlda MINISTA debake vin agrese ak gwo zam lou, etidyan, pwofesè ak lòt moun ki t ap travay nan fakilte a
Ki lòt enstitisyon MINISTA pral atake demen? Eske se palman an ? Eske se medya yo? Eske se òganizasyon dwa moun yo ? Eske n ap chita tann MINISTA rive sou nou? Pou pita pa pi tris, li lè li tan pou nou leve kanpe.
Nou paka kontinye rete gade MINISTA k ap imilye nou, agrese nou epi touye nou swa ak represyon oubyen kolera. Li lè li tan pou nou montre nou gen diyite. Si pouvwa egzekitif la, boujwazi a ak palmantè yo ki nan tete lang ak MINISTA, pa gen ase diyite pou voye MINISTA ale, noumem k ap viktim anba MINISTA, nou dwe ranmase karaktè nou, pou nou voye fòs okipasyon an al fè wout li. Konsa, zansèt nou yo, anpatikilye, Desalin, Boukman, Sesil Fatima, Katrin Flon, Chalmay Peral ak Benwa Batravil, ap kontan wè gen fanm ak gason vanyan ki gen fyete ki ranmase diyite yo pou kontinye travay yo te kòmanse a. Se nan sans sa a, Kolektif la ap kontinye pran inisyativ epi kore tout mouvman leve kanpe ki dwe fèt nan jou k ap vini yo, pou anpeche dirijan konze yo renouvle manda MINISTA nan mwa oktòb k ap vini la a. Pa gen okenn lwa ni konstitisyon ki ka anpeche MINISTA kontinye imilye nou. Se sèl yon leve kanpe klas domine yo ak pwogresis konsekan ki ka voye MINISTA ale.

Viv yon Ayiti granmoun !
Aba MINISTA ! Aba okipasyon ! Aba tout kolon nwa ak kolon blan !

Pou Kolektif la


Jean Willy Belfleur              James Beltis                Siméon Wisly

4 de jun. de 2012

Comité por la retirada de las tropas argentinas y del Comité Solidaridad por Haití


1° de junio 2012: Jornada continental por el retiro inmediato de la Minustah de Haití

Buenos Aires: Delegación al Ministerio de Relaciones Exteriores



La delegación del Comité por la retirada de las tropas argentinas y del Comité Solidaridad por Haití :

Fernando Pita, CTA-capital*; Cecilia Córdoba, Juventud Rebelde-Rebelión*;  Manuel Martínez, Socialismo Libertario*; Ricardo Properzi, PSTU; Ezequiel Slafer; Antoine B. Simounet.     
(* Integra la Articulación de movimientos sociales hacia el ALBA, capitulo Argentina)




Las circunstancias

Toda vez que la Dirección de Ámerica Central, Caribe y México todavía
no había contestado al mail de solicitud de reunión, la delegación nos pidió (a Fernando Pita y a Antoine B. Simounet) de entregar en Mesa de Entrada el mandato adoptado y la Carta Abierta a la Presidenta.
La empleada de la Mesa de Entrada nos mando al 11° piso a la secretaria de la Dirección en cuestión para entregar directamente la documentación.
La secretaria no estaba y luego de un corto momento de espera, Andrea Rosconi - a cargo de la Dirección de América Central, Caribe y México- se presento a la puerta de la oficina y nos recibió.

La entrevista con  Andrea Rosconi, Directora de Ámerica Central, Caribe y México

Andrea Rosconi se presentó. Nos explicó que justo volvía de Haití y que no había recibido el mail de solicitud de reunión.
Le entregamos el Mandato y la Carta Abierta explicándole las reivindicaciones de nuestras organizaciones respecto a la ocupación militar de Haití: el retiro inmediato e unilateral de las tropas argentinas y el respeto de la soberanía del pueblo haitiano.
La Directora nos contestó que los cascos azules no era un tema de su competencia sino de la Dirección de Organizaciones Internacionales  a cargo del Ministro Pablo Tettamanti y nos propuso organizar una reunión con el en su presencia para la semana del 10 de junio; lo cual nos pareció muy positivo, incluso para que toda la delegación pueda participar.
Explic         amos a la Directora el contexto de la jornada continental en este día fecha del octavo aniversario de la ocupación militar de Haití y de la cual participan numerosas organizaciones del movimiento obrero y democrático de todo el continente. Le entregamos el primer boletín del Comité Continental que ilustra la iniciativa.
Hicimos 2 preguntas respecto a la soberanía de Haití:       

1/ “¿Se puede considerar como una medida conforme a la soberanía nacional, la organización de elecciones a la presidencia bajo el control de tropas extranjeras, y que fueron rechazadas por los haitianos incluso con marchas, mientras la Comisión Electoral Provisoria reconocía 76 % de abstención y designaba en un secreto absoluto, sin ningún control, al candidato victorioso Martelly? Como entender que la ONU reconoció el fraude y en el mismo tiempo reconoció a Martelly como Presidente?”


Repuesta: “Es verdad que hubo polémica respecto a esta elección, con el balotaje. Pero lo que más nos interesa es que ahora tenemos a un nuevo Primer Ministro Lamothe que parece preocupado por la integración regional de Haití. Es un gran cambio respecto a su predecesor”

2/ “Que tipo de relación se puede desarrollar con una administración de la cual cada decisión concreta está condicionada a la aprobación de la Comisión interina dirigida por Bill Clinton?”

Repuesta: “Esta comisión estuvo muy criticada, y es una razón por la cual estuvo disuelta el 12 de marzo pasado. Ahora es el Ministerio haitiano de Planificación y de Cooperación Externa que maneja los fundos de las inversiones extranjeras.”
Hablando de la misma comisión, la Directora agregó: “no reconstruyeron el país”.

De nuestro punto de vista, este mismo balance involucra a los cascos azules presentados con cinismo como una fuerza humanitaria de asistencia. Sera el objeto de la próxima delegación en la semana del 10 de junio de establecer la relación entre la situación material del país y la violación de la soberanía nacional de Haití. ¿Se puede reconstruir el país sin soberanía, en situación de ocupación militar por fuerzas extranjeras? ¿La opresión permite la reconstrucción?

      

Fernando Pita (CTA-cap), Antoine B. Simounet, integrantes del Comité
  

Ato em Florianópolis pela Retirada Imediata das Tropas do Haiti


No dia 1º. de junho, no Congresso da CUT de Santa Catarina/CECUT, aconteceu o ato pela retirada imediata das tropas do Haiti, a exemplo de outros atos realizados no Continente Americano e Caribe.

A mesa foi composta pela CUT nacional na pessoa do dirigente Júlio Turra que leu a Carta de saudação do Presidente da CUT nacional, pelo MST, pelo Movimento Negro Unificado, por um representante do Diálogo Petista - Vereador Battisti, pela pré-candidata à veradora/PT de Florianópolis, Luzia Cabreira, que defenderam a imediata retirada das tropas e denunciaram as mais diversas formas de violação dos direitos humanos pelas tropas de ocupação, como estupros, roubos/furtos de bens de camponeses, repressão ao direito de livre organização e manifestação, etc. 

Além disso, deixaram clara a disposição de continuarem na luta contra esta abominável forma de violência à soberania do povo do Haiti. 

No plenário, além de dezenas de delegados das mais diversas categorias de trabalhadores de SC estavam presentes dirigentes do SINTRAM/SJ, SINTRASEM, SINTESPE, do PT estadual, do PT de Fpolis e São José, do Sindicato dos Correios, da CUT/SC, do SINTE/SC, dentre outros. 

As intervenções foram bastante interessantes porque não se limitaram a repudiar mais este ataque à autodeterminação dos povos mas porque, também, trouxeram à discussão fatos e atos que estimularam os presentes a aderirem a mais esta luta contra o imperialismo.  

Hoje em Santa Catarina somos muito mais trabalhadores em luta pela imediata retirada das tropas do Haiti.


Ato em Brasília se soma à Jornada Continental pela retirada das tropas da ONU


No dia 1º de junho, dando sequencia ao ato continental de novembro de 2011, foi feito um ato no Palácio do Planalto para exigir de Dilma a retirada das tropas brasileiras do Haiti. Estavam presentes 150 estudantes de algumas escolas do DF.

Na preparação acontecerem 3 debates em escolas e pichações em muros da cidade, o curioso é que as pichações de gangues que não são legíveis seguem pelos muros, mas as que exigem a retirada das tropas foram apagadas na mesma semana.

Desde 2004 as tropas da ONU ocupam o país para o "estabilizar". Muitos casos de violações de direitos (estupro, rou­bo, violação do espaço universitário) são conhecidos por todos e foram amplamente denunciados por orga­nizações de Direitos Humanos, por organizações sindicais e populares. A introdução da epidemia do cólera pela MINUSTAH veio agravar essa ferida. Mais de 7.000 foram mortos pelo có­lera e mais de foram 500.000 infecta­dos.

Uma comissão formada por dirigentes sindicais e do movimento estudantil foi recebida por Audo Faleiro (Assessor do Secretário de Assuntos Internacionais da Presidência da República). A comissão era composta por: Ismael César e André (CUT-DF),  Oton Neves (Sindsep-DF), Jean Loiola (FENAJUFE), Marcius Siddartha (PT-DF), Milena Alcântara (UMES Gama) Jhonatan Lucas (UBES), Guilherme Shandler (Juventude Revolução-IRJ)  que apresentou ao assessor de Marco Aurélio Garcia nossa demanda e protocolou um dossiê que preparamos para dar conhecimento à Dilma dos diversos abusos cometidos pelas tropas da ONU no Haiti (repressão a passeatas, assassinato de estudantes e sindicalistas, estupros, perseguição a sindicalistas, etc). Após discussão sobre o tema, apresentando algumas divergências com nossas posições, Audo Faleiro se comprometeu a dar conhecimento da nossa reivindicação à presidente Dilma e marcar uma reunião com Gilberto Carvalho (Secretário-Geral da Presidência da República). Também sugeriu que fossem feitos debates em torno do tema no Congresso Nacional.

Seguimos a nossa luta exigindo algumas medidas em respeito à soberania do povo haitiano:

1. A anulação total e incon­dicional de todas as dívidas do Haiti
2. Fim das políticas de ajus­te estrutural
3. Pagamento pela França de 21 bilhões de dólares devidos à República do Haiti
4. Retirada imediata das forças de ocupação
5. Fim da CIRH (Comissão Interina de Reconstrução do Haiti, dirigida pelo ex-presiden­te americano Bill Clinton)
6. Indenização para todas as vítimas da MINUSTAH, pelas Nações Unidas.